segunda-feira, 6 de julho de 2009

A menina dança?


Omar S

Este daqui chama-se Omar S, trabalha na Ford de dia e de noite faz por ser um dos nomes com maior eco na prolífica cena house/techno de Detroid, berço de tudo o que cheira a pista de dança. Verdadeiro artesão, Omar S edita pela FXHE, que é sua, e no último volume da compilação Fabric utilizou apenas temas seus. Foi o segundo cabecinha a fazê-lo. O primeiro foi um tal de Ricardo Villalobos. Omar S também é o caramelo que ficou conhecido por dizer que não o conhecia. Faz nascer blocos sonoros rudes e aliás sólidos como a paisagem industrial de Detroid. Como o seu carácter. Parafraseando o poeta, tá-se cagando para tudo o que mexe. Esteve no (na?) Lux a 20 de Março, entretanto já lançou outro disco, Just Ask the Lonely, e a pergunta que se impõe é esta: onde é que nós estávamos a 20 de Março?

A ouvir: Set it Out

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Golden Silvers


Dei com o single de estreia deste trio we-are-seventies há uns meses, logo com vídeo e tudo, mas deixei passar a caravana. Achei piada, mas não ladrei. Agora já o quero, muito, depois de me ter assaltado os tímpanos vezes sem conta. Amigo de pés dançáveis, o single vem integrado no disco de estreia com o mesmo nome, que resulta assim num todo mui funky-disco, com um sintetizador a comandar canções luxuriantes, sem olhar para trás, de bem com a vida.

A ouvir: True Romance

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Passion Pit

Os norte-americanos Passion Pit são aquele grupo de rapazes extremamente amiguinhos que costuma acampar junto ao espelho do Incógnito, assim que descemos as escadas. Quando não estão aos melos, produzem do melhor som que este Verão vai dar a conhecer, como prova o disco de estreia, Manners, sucessor do EP Chunk of Change.

A ouvir: The Reeling

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(Aqui o primata deixou-se ficar num profundo sono pelo que alguém tem de promover a comunidade. Há coisas a acontecer. Boas.)

sexta-feira, 3 de julho de 2009

«A Maria Bethânia foi um alívio...»

É conhecida por cantar. Prefere escrever. Ama lugares bonitos. Cafés. Reggae. A espontaneidade. E, se tal se justificar, pode muito bem deixar correr uma lágrima ao 11º minuto de uma entrevista. Assim se revela Vanessa da Mata, testemunhámo-lo num hotel de Lisboa, antes de a brasileira actuar amanhã no Coliseu do Porto, e no sábado, em Lisboa, no festival Delta Tejo.

Quanda nos fala, com o Tejo a anunciar-se no horizonte, Vanessa da Mata parece não querer magoar as palavras. É delicada a esse ponto. Os olhos, duas castanhas perfeitas, também nos fitam meigos. Desarmam o mais prevenido. Entra num vestido de mil e uma cores. As mesmas do sorriso. Se a isto juntarmos os traços indígenas – herdou-os da avó materna – e a farta cabeleira de caracóis livres, está preparado um verdadeiro desafio para o entrevistador: além de prestar total atenção à entrevistada, deverá, efectivamente, não perder de vista o que ela diz.

Neste plano, a cantora de ‘Ai, Ai, Ai’ facilita-nos a vida logo que empreende o seu primeiro raciocínio. E é naturalmente sem travões que fala sobre Paraty, a pequena e isolada cidade do sul do estado do Rio de Janeiro que serviu de cenário ao seu mais recente trabalho, “Multishow ao Vivo”, um CD/DVD que já está nas lojas.

“Queria um lugar bonito, com arquitectura bonita, sair das salas de espectáculos. Todos os DVD são filmados ali, da mesma forma, produzidos para parecerem um sucesso. A minha ideia era que este fosse um momento poético, que tivesse intimidade, espontaneidade”. Ao escolher Paraty, longe do aparato mediático, Vanessa sabia para onde ia – e para o que ia. Desconfiada ao início, a editora cedeu.

“Não tivemos tantos fãs como gostaríamos – as pessoas não conseguiam, era muito longe, a quatro horas de cada cidade. Mesmo assim tivemos outras pessoas: um padre, crianças na sombra dos pais que jamais poderiam entrar numa casa de espectáculos, namorados beijando-se, tinha de tudo. Isso agradou-me muito”, observa, valorizando o que foi ganho.

Com “muito dinheiro nele investido”, o concerto de Paraty justificou um profundo trabalho de rectaguarda. A cantora liderou a criação do cenário, do guarda-roupa, da decoração, e também dos rearranjos das canções. Fê-lo, por exemplo, em ‘Não me Deixe Só’, ‘Ainda Bem’ e ‘Viagem’, três dos 24 temas que compõem o alinhamento do DVD – contém imagens do concerto da cantora no Festival Sudoeste TMN em 2008 -, onde são revisitados os seus três álbuns de estúdio. Mais curto é o alinhamento do disco: 14 músicas. Novidades no repertório habitual, são três: ‘Acode’, escrita por Vanessa da Mata, e os clássicos ‘As Rosas Não Falam’ (Cartola) e ‘Um Dia, Um Adeus’ (Guilherme Arantes). Dois ‘cozinheiros’ especiais também integraram o preparo deste menu: o baterista Sly Dunbar e o baixista Robbie Shakespeare, lendária dupla jamaicana de reggae que Vanessa da Mata convidou para acompanhá-la no concerto de Paraty. A releitura de músicas já feitas, quer pelos arranjos, quer pelas parcerias, levou-nos à pergunta, “uma canção é uma obra inacabada?”

Resposta: “Já começo a sentir uma necessidade de vestir roupas novas nas pessoas e em mim, já faço isso automaticamente nos espectáculos, é uma necessidade minha a de não ser automática com a música. Se eu cantar ‘Ai, Ai, Ai’, a chuva será completamente diferente, num lugar completamente diferente.”

A autora de “Sim”, o último disco de estúdio, gravado em 2007, refere-se ao tema que mais vezes passou nas rádios brasileiras em 2006. Três anos depois, Vanessa ainda recorda com espanto o que aconteceu em Paraty quando, a meio da canção, bradou aos céus, “(...) o que a gente precisa é tomar um banho de chuva, um banho de chuva (...)”. Choveu mesmo. Naquele preciso instante.

“Aquilo foi uma coisa incrível, era uma época de avalanches no Brasil. Nas duas noites em que tocámos o céu esteve cheio de nuvens carregadas, e nós tínhamos uma preocupação: era muito dinheiro investido, 70 pessoas só de filmagem fora a nossa equipa, fora a editora, a cidade estava tomada de assalto por uma gravação que tinha de dar certo. Não podia falhar. Um espectáculo destes acabaria com tudo, porque era aberto, e choveu em ‘Ai, Ai, Ai’. Parou quando a música acabou. Foi um milagre. Não no sentido religioso. Em todos os sentidos, talvez. A natureza estava connosco”.

Bethânia e Ben Harper
Desengane-se aquele que de Vanessa da Mata esperar tiques de entertainer – no sentido mais metódico do termo. Podemos estar perante uma das artistas que mais discos vendeu no Brasil nos últimos anos, mas pé descalço e cabelo ao vento nos concertos são imagens de marca de que a artista não abdica, independentemente do rumo de sucesso pelo qual a sua carreira encarrilhou. Tudo nela parece natural, nu, verdadeiro como o processo que levou à gravação de “Multishow Ao Vivo”, como a chuva que caiu só na música que 'pedia' chuva, como a resposta, em lágrimas, que devolveu à nossa pegunta, “Até que ponto Maria Bethânia foi importante na divulgação do seu trabalho?”

“A Maria Bethânia foi um alívio... foi um alívio. Ela diferencia-se no Brasil: arrisca falar de pessoas novas, de quem ninguém falou ainda. É diferente de muitas pessoas que falam o tempo todo por alguma troca de favor, ou, sei lá, por perceber que os jornalistas estão falando muito bem. Ou porque tem muito público. Para agradar. A Maria Bethânia não. Eu não era conhecida [até 1999, quando Bethânia gravou ‘A Força que Nunca Seca’, canção composta por Vanessa da Mata que deu título ao disco homónimo da irmã de Caetano Veloso gravado no mesmo ano]. Ela arriscou muito em falar do meu trabalho. Foi um alívio porque não tinha ninguém para falar dele, e eu já treinava composições com ela... “, diz Vanessa, para de seguida se interromper.

Emocionada, avisa que vai chorar. As duas castanhas perfeitas ganham água. Respira fundo. E conclui, resistindo à emoção: “foi muito bonitinho”.

Refeita, Vanessa, que por esta altura se demora a percorrer com uma pequena colher as paredes da chavéna do seu chá, longos movimentos circulares que há muito já diluiram os grãos de açúcar previamente espalhados em água e ervas, recupera o sorriso quando chegamos a ‘Boa Sorte/Good Luck’, primeiro single do álbum “Sim” gravado em 2007 com o músico norte-americano Ben Harper. Diz ter ouvido vozes, muitas, quando compôs a sua parte, em português, mas de pronto nos descansa, antecipando, em sua defesa, que falava de algo mais simples do que uma mera "doença psicológica". Na verdade, tratava-se do alcance que a música poderia atingir, aqui simbolizado por o que a própria apelidou de “um coro gigante”. Por outras palavras, as de Ben Harper, proferidas assim que o produtor Mário Caldato lhe deu a ouvir a música, “um hit seguro, de que as pessoas não se vão cansar tão cedo”.

Aquilo que fez eco na cabeça da cantautora nascida há 33 anos em Alto Garças, no Mato Grosso, tornou-se real, palpável. Dois anos depois, um single de Vanessa da Mata voltava a ganhar a corrida dos temas mais tocados nas rádios brasileiras. 19.565 vezes, precisa a assessoria de imprensa da artista. Com aquela parceria, a compositora que a voz de Maria Bethânia divulgou em 1999, evitando que, como a própria reconhece, a qualidade do seu trabalho fosse apenas avaliada "pelas tias e pela mãe", centrava definitivamente os holofotes em si enquanto artista completa, com um espaço próprio conquistado no vasto campo da música popular brasileira. A música, classificada pela cantautora como um “ponto de encontro maravilhoso”, permitiu-o. Quando reencontrar o público português amanhã, no Coliseu do Porto, e no dia seguinte actuar no festival Delta Tejo, em Lisboa, Vanessa da Mata, disse-nos, vai tentar dar um espectáculo que provoque uma reacção nas pessoas. “Positiva, se possível”, pede. Não pede muito.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Imaginemos que este post tem a bolinha vermelha que merecia aqui

Dirijo-me desde logo a todos os chineses, nomeadamente aos mais jovens: fora daqui. Esse clique no xis branco em fundo vermelho enquanto é tempo. O texto aqui em andamento, acreditem, que conheço bem quem o escreve, é pecaminoso. Vil. Suja que não sai no mais puro dos espíritos. Mau (mao?), estou a falar chinês? Ainda vão a tempo. Salve-se quem puder.

Se pensaram, ao espreitar a fotografia acima publicada, Pronto, com temas tão actuais e sérios como o golpe militar nas Honduras ou a destruição de uma pastelaria em Lagoa por parte dos Super Dragões, lá vai ele escrever sobre os desavergonhados que ali se enrolam, nus, à luz do dia, indiferentes aos olhares mais reprovadores - arranjem um quarto! -, acertaram.

E não estão sozinhos. O adorável governo chinês anunciou há dias que vai lançar um software anti-pornografia em cada computador vendido entre muralhas. A contar desde o próximo dia 1 de Julho, quarta-feira. Missão, segundo o Wall Street Journal, Construir um ambiente verde, saudável e harmonioso na Internet, prevenindo que informação prejudicial influencie e envenene os jovens.

Diz, quem já experimentou o pulso firme da polícia chinesa online, que o sistema apresenta um olhar de vanguarda sobre o tema do sexo explícito.

Exemplo: um curioso procurou a imagem de um animal num motor de busca. Nisto, resulta que a fotografia de um suíno radiante, com a expressão de quem esteve horas a fio a chafurdar num grande monte de esterco, surge censurada. Lista negra. Proibida.

Bem, directos ao assunto, De que é que as autoridades de Pequim se lembraram?, pergunta, e bem, o leitor. Resposta: de desenhar um sistema preparado para denunciar como pornográficas todas as imagens que tenham uma determinada proporção de pele exposta. Pele do branco ao mais rosadinho, pelos vistos - de seguida, o mesmo curioso procurou a foto de uma mulher negra, nua, e não lhe foi colocado entrave algum.

Daí que se imponha a pergunta: Senhor engenheiro, hein?, que tal ensaboar a massa cinzenta da xavalada tuga como deve ser?

Provedor do Castelo:
Quero aqui expressar de forma clara a minha indignação face aos conteúdos que este espaço outrora respeitável entendeu publicar na sua 134ª oração. 20 meses depois, o Castelo desceu à barbárie. Lamentável.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Não haverá outro

Michael Jackson (1958-2009)

O ‘meu’ Michael Jackson nunca poderia ser o do Thriller. Ainda não tinha nascido em 1982. A canção, o disco, o vídeo, e o que isso representou para os fãs, indústria musical, MTV – tudo -, só me chegou bem depois. E o sorriso e voz angelicais. Sem descanso. Límpidos. Perfeitos. Nos Jackson 5. Na Motown. O prodígio de ‘ABC’ e ‘I Want You Back’ . E o pai de cinto na mão nos ensaios. Era, portanto, o Jackson branco, já, embora não ainda albino, quem primeiro conheci. Havia lá por casa a k7 do Bad (1987), que o meu irmão tinha comprado. Ouvi-a já no virar da década. Talvez depois do Dangerous (1991). No primeiro ano do ciclo. Ou no segundo.

Quantas vezes a tentar imitar aqueles passos de dança colossais, nunca antes vistos, em frente ao espelho? Quantas vezes a rodar o corpo 360 graus sobre o pé direito e finalizar com um guincho solto de mão direita no ventre e a esquerda semi-aberta em concha, junto ao ouvido? Quantas vezes a tentar deslizar de costas em frente ao espelho, sem sair do sitio? O mundo pergunta: que raio se passou entre o Thriller e o Bad? Negro na capa do primeiro, branco na do segundo. Aqui luminoso, ali inexpressivo. A mudar de cor. E a pele a ressentir-se. Jackson anunciou na época ter contraido vitiligo – doença que provoca a perda da pigmentação da pele. Terá sido mesmo assim? Estarei a ser injusto quando me interrogo se, como mais tarde cantaria, It don't matter if you’re black or white, mesmo, ou, afinal, carregava ele próprio o mais visível preconceito racial alguma vez visto?

Que raio se passou entre o Thriller e o Bad?, cinco anos e uma estrela no passeio da fama de Hollywood depois. Como se desenhou aquele sorriso triste? A expressão magoada? O cadáver translúcido? Bizarro? E o filho - um filho, que de duas mulheres teve três - agitado à janela demasiado alta de um hotel? Quase a cair? Os olhos esbugalhados? O nariz desfeito e refeito e desfeito e para sempre assim, por muito que o refizesse? Pedófilo? Absolvido. Nada se provou. Luvas brancas. Máscara. Chapéu. De chuva. Óculos de sol. Sem sol. Morreu aos 50 anos, com quase 50 anos de carreira, o menino que nunca teve tempo de o ser. Que nunca foi ao supermercado sem ser perseguido. Que nunca assentou o pé na terra. Que viveu sempre na (e da) fantasia. Na Terra do Nunca. Peter Pan por cumprir. Morre um dos heróis da minha geração. Já não sobram muitos. Capítulo fechado: excentricidades à parte, recuperemos o seu legado artístico, que não tem igual neste tempo.


(primeiro moonwalk na festa dos 25 anos da Motown)

quinta-feira, 25 de junho de 2009

É sempre de ouvir em repeat # 36, 37 e 38



Sempre que me pergunto, Como é que começaste a gostar de jazz?, respondo, Quando te arrastavas com a malta para bares ou discotecas, 16/17 anos, e só davas atenção ao DJ quando ele enfiava nas músicas um arranjo ou um solo de saxofone. Não podia estar mais enganado.



O Freddy ainda corre.



O Jim também (à maneira dele).

o respeitinho é bonito e a onça gosta

O administrador da circunscrição, único funcionário, máxima autoridade e representante de um poder demasiadamente longínquo para infundir receio, era um indivíduo obeso que suava sem descanso. Diziam os habitantes do lugar que a suadeira dele começara logo que pusera pé em terra depois de desembarcar do Sucre, e que desde então não deixara de espremer lenços, ganhando assim a alcunha de Babosa. Murmuravam também que, antes de chegar a El Idilio, esteve nomeado para uma cidade grande qualquer da serra e que, por causa de um desfalque, o mandaram para aquele recanto perdido da região oriental como castigo. Suava, e a sua outra ocupação consistia em administrar a provisão de cerveja. Escorropichava as garrafas bebendo sentado à secretária, em goladas curtas, pois sabia que, depois de terminada a provisão, a realidade se tornaria mais desesperante. Quando a sorte estava do seu lado, podia acontecer as suas securas serem recompensadas com a visita de um gringo bem abastecido de uísque. O administrador não bebia aguardente como os restantes habitantes da terra. Garantia que a Frontera lhe provocava pesadelos, e vivia acossado pelo fantasma da loucura. Desde não se sabe que data imprecisa vivia com uma indígena que espancava selvaticamente, acusando-a de o ter embruxado, e todos estavam à espera de que a mulher o assassinasse.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

Silly season? We have Bombay

Dizer que os Bombay Bicycle Club têm semelhanças com o grupo de amigos do filme American Pie é capaz de não ser a melhor forma de os introduzir aqui no barraco escocês. Mas notem: como os outros, estes putos, quatro, têm um objectivo a cumprir antes de atingirem a maioridade, o que coincide com a saída do liceu para a faculdade. Ou para um emprego das 9 às 5. Os Bombay, tão novinhos, escolheram ser músicos, gravar um disco, e ao que tudo indica tomaram a decisão correcta. Com a silly season oficialmente aberta, esta xavalada do norte de Londres vai curtir o Verão em festivais de música. No palco. Glastonbury, para começar; Oxegen e Reading, para nomear outros; Na mochila trazem o primeiro disco, I Had The Blues But i Shook Them Loose, que vai sair do forno da editora Mmm... a 6 de Julho. Para trás, 2007, ficam dois EP’s (How We Are e The Boy I Used to be) e o prémio de melhor banda de 2006 numa competição do festival V, dedicada aos novos talentos. Indie-rockers por dentro, copinhos de leite fresco à superfície, os Bombay espantam pela maturidade das composições e reclamam uma sonoridade muito própria, que tem na voz densa, dramática, do vocalista Jack Steadman (Paul Banks, Win Butler e Chris Martin caíram ao caldeirão e de lá saiu um puto com a voz noir do primeiro, os tiques do segundo e as feições do terceiro), a sua bandeira. A meio da viagem, acho que podem muito bem vir a ocupar o espaço que foi dos Vampire Weekend em 2008. Os dois primeiros singles do disco aqui publicados ajudam a explicar porquê.





(Elaine, voltaste a dançar para nós)?