"The only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing but burn, burn, burn like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars." J. Kerouac
terça-feira, 1 de junho de 2010
Beatles fase ácidos, 2010
(como, bem a propósito, um dia me tentou fazer compreender uma amiga, vagamente evocando o ‘príncipe’ do maquiavel, se tens de copiar, pelo menos que o faças com bom gosto).
Sporting? Tranquilidade

Num mundo perfeito, a época que se avizinha teria começado a ser preparada há três meses, depois de perdermos a hipótese de lutar por qualquer troféu em 2009/2010. Na prática, o pesadelo terminou há três semanas. Faltam outras três para começar a pré-temporada. Há novo treinador. Quer ser campeão. De resto nada. Silêncio. Sobra ruído e o resto é letra morta. E eu que por esta altura já esperava ter no bolso o Drenthe e o Anderson e ... e ... com sorte ainda vou ter de me contentar com os amigalhaços do Costinha.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Isto mexe com um gajo
"Hoje morreu a minha mãe. Ou talvez ontem, não sei bem. Recebi um telegrama do asilo: 'Sua mãe faleceu. Enterro amanhã. Sentidos pêsames'. Isto não quer dizer nada. Talvez tenha sido ontem."Absurda é a existência, absurdos são os homens, absurdos os seus actos. Explicações não são para aqui chamadas. Os porquês ficam sem resposta. Podemos matar por causa do sol. É só. Absurdo é que tenhamos chegado a um ponto em que não compreendemos o que Camus nos quer dizer.
domingo, 2 de maio de 2010
O triunfo do futebol

Uma coisa é o nosso clube de infância, aquele que nos ensinaram a gostar sem travões, pelo qual tudo dizemos e fazemos na medida do descontrolo e que tem a capacidade de estragar ou tornar perfeito o que, de contrário, poderia muito bem vir a tornar-se no mais comum dos dias. Só a vitória interessa-me nos jogos desse clube, no meu caso o Sporting – também o Portimonense -, ainda que a equipa maltrate a bola: há uma ligação irracional e no fim do dia só os resultados valem. Resumindo: só perco o sono se não ganhar. Mas se calhar tenho pesadelos. Feios.
Adepto de um futebol criativo – no sentido da criação, oposto ao destrutivo - que tenha a baliza adversária como prioridade, praticado por uma equipa com identidade, solidária, em que os interesses do colectivo se sobrepõem aos individuais, tendo a não dar tanto valor aos resultados no que às demais equipas diz respeito. Amo a modalidade acima dos números. Depois há o Barcelona, que nos últimos tempos a tem tornado irresistível ao conjugar as duas coisas em completa sintonia. Conquistou-me, claro.
Assim regressamos ao jogo de quarta feira: apesar da expulsão patética do Motta, arrancada pelo mau actor Busquets, que deixou os rapazes treinados pelo Zé Mourinho em inferioridade numérica com uma hora de jogo pela frente, a passagem do Inter à final da Liga dos Campeões apenas empobreceu o futebol. Os adeptos do clube e os fãs incondicionais do Mourinho decerto discordarão, mas tenho para mim que uma equipa desinteressada da baliza contrária, que entra e sai de campo só para estacionar à frente da própria baliza - 30 minutos com 11 jogadores, 60 minutos com dez - e impedir a outra de jogar, bem, essa pratica qualquer coisa que decerto terá um nome, mas futebol não é de certeza. Os resultados não podem ser tudo. Digo eu. Aquilo envergonha o futebol. Torna-o mais feio. Descolorido. Castrador. (A decisão catalã de ligar o sistema de rega para evitar a festa italiana em campo após o apito final também entra neste esquema).
72 horas depois, o Barcelona respondeu ao ferrolho épico e lamentavelmente eficaz do Inter com uma goleada por 4-1 ao Villareal. O título espanhol está mais perto. Mas a notícia mais importante é esta: voltou a dar gozo ver futebol. Observar o rosto do amarelinho Santi Cazorla, ali do lado esquerdo da imagem em cima publicada, enquanto o genial Xavi corre pelo relvado a festejar o golo de livre que acabara de marcar – na altura o 2-0 -, é a prova acabada disso mesmo.
p.s: há quase três anos conheci um miúdo italiano num comboio nocturno entre nice e florença. Era louco por futebol, nomeadamente pelo Cristiano Ronaldo, coisa que vim a estranhar depois de ter ouvido isto: “Eu e os meus amigos estamos sempre a jogar à bola lá na rua. Todos queremos ser defesas”.
sexta-feira, 30 de abril de 2010
Terra entre os dedos de um sueco
O homem mais alto na terra voltou a descer das montanhas e trouxe a sua guitarra. Já nos contou um conjunto de histórias. Agora há mais. Oiçamo-lo.
segunda-feira, 26 de abril de 2010
Hey yo, let's have a big round of applause for my man Guru
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Ninguém pede para nascer e todos morremos, mas há quem acumule dons e consiga despistar a própria morte. É o caso do Guru, através da música. Lembro-me bem da primeira vez que ouvi este volume um do jazzmatazz: atento como o mais curioso dos alunos, esvaziei o lixo da mente em troca da coisa real e deixei-me levar por relatos rimados de rua e batidas quase preguiçosas que controlaram os meus movimentos durante três quartos de hora.
Ao final da música 12, 'Sights in the City', o respirar fundo e, tudo mais claro, aquela sensação sem preço de ganharmos o dia.
Aconselho a audição a todos aqueles que torcem o nariz sempre que ouvem a palavra hip hop (mas até gostariam de o levar a sério, perceber onde jaz(z) a dignidade que nasceu com o género – e hoje se mantém aqui e ali, ainda que poucos o saibam).
sábado, 17 de abril de 2010
a thousand different versions of yourself
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