"The only people for me are the mad ones, the ones who are mad to live, mad to talk, mad to be saved, desirous of everything at the same time, the ones who never yawn or say a commonplace thing but burn, burn, burn like fabulous yellow roman candles exploding like spiders across the stars." J. Kerouac
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
Sonho do ano?
Se o álbum Teen Dream (2010), dos Beach House, fosse uma lingua, seria a francesa: bela e triste. Um sufoco. É uma percepção que se ganha e fica. Aconteceu comigo, de Janeiro a Outubro. Ainda não é tempo de avançar com listas de favoritos mas...
sábado, 2 de outubro de 2010
Unsung, not enough credit, folks ain't hip
Gente descabelada a voar sobre ninhos de cucos na noite do incógnito que fechou com strawberry fields.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Respondendo a quem já me fez esta pergunta e não percebeu a resposta

Entre outros motivos mais ligados ao instinto, comecei a entrar no jazz dos anos 30, 40 e 50 por causa das imagens – cada músico retratado parece estar a ter o tempo da sua vida ali em palco, acho que pensei nunca ter visto pessoas tão felizes como o louis armstrong (foto em cima) ou o lionel hampton ou o oscar peterson (foto em baixo), sorrisos tão grandes, tão livres como aqueles que as objectivas eternizaram.

O meu interesse redobrou quando fui atrás das histórias de vida de cada um e, espanto, deparei-me com um rasto profundamente triste. Pensei, ‘hum... tenho de ter isto na minha vida’. É preciso também não esquecer que a música pop(ular) da época não era outra senão o jazz. Chegou a Nova Orleães de barco, pela boca dos escravos africanos, ainda na forma de blues, e depois ganhou forma no contacto com o ragtime americano. Basicamente era o que o povo ouvia. Só hoje, nestes estranhos tempos, é que tocar corneta e afins passou a ser coisa de gente fina.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
The happy Hollywood ending sounds nice but... in real life, Laika died.
Longe das horas em que a cama sempre pareceu pequena, naquele instante, perante o oceano branco do monitor nu, percebeu que já não contava estar a ocupar o pensamento com aquele corpo macio de cobra. Não era daqueles que faria tudo igual. Teria ficado com ela mais um pouco na manhã em que a viu arrastar-se pelo soalho de madeira, suplicando-lhe, agarrada à sua perna direita, que não fosse, que não a deixasse ali, caída, entregue à insuportável companhia de si própria, exposta ao cruel tribunal do espelho, que não apunhalasse de morte o que deles restava ao bater da porta whaaaaam bam!. (A brutalidade com que ela se magoou). Quando estavam juntos sempre pensou que ela teria de estar interessada para ser interessante, e coisas dessas que não entendia porque motivo ela não entendia, mas tudo esquecia ao descobrir-lhe as costas perfeitas sob o tecido-privilégio, devagar, o toque na pele de menina-mulher, ao perder-se em cada centímetro carnudo daquelas coxas de bailarina adiada, fortes e suaves além da compreensão. Percebeu tarde que não teria de ser de outro modo. Hoje lamenta reconhecer os grandes progressos que a auto-estima dela fez desde que a cama voltou a parecer grande.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
Se o Izmailov fosse jogador do Porto seria titular sábado contra o Olhanense

Como noutros casos, noutras paragens da nossa querida sociedade, o do Izmailov é um gato escondido com o rabo da Jennifer Lopez de fora. E de discreto o rabo da Jennifer Lopez nada tem. Como noutros casos, o Sporting geriu a (grave) lesão do rapaz com a caçadeira destravada na direcção dos próprios pés e, claro, sai tão prejudicado disto como ele, que não pode jogar futebol mas também não pedala de borla no ginásio. Como noutros casos, sabe-se lá devido a que ordem cósmica, o Sporting ficou sem o contributo de um dos melhores jogadores que já teve nos últimos anos, com quem a massa adepta criou uma afinidade rara e de quem já agora sou fã desde o primeiro dia. Como noutros casos, sem que algo o fizesse prever, o jogador avisou que 'não', já 'não podia mais', e um pára-quedista de fatiota circense bateu no peito e em nome dos céus gritou que 'sim', 'sim podes', 'sim deves', 'não és ninguém', 'não acredito em ti', 'obrigo-te a jogar'. Como noutros casos, ao Sporting bastou o Sporting para se enfraquecer, abrindo caminho a um festival de decisões erradas de parte a parte. Como noutros casos, desde que o Figo partiu para Barcelona por altura da revolução francesa, o número sete amaldiçoou a carreira de um craque do Sporting. Como noutros casos, olho para norte e não vejo, nem consigo imaginar, coisa alguma que se aproxime desta trapalhada que pelos vistos terá continuidade com o regresso daquele joelho direito à faca, ou da faca àquele joelho direito, parecendo óbvio que se perderam demasiados meses até, no fim de contas, verificar-se este escabroso retorno do Izmailov ao bloco operatório, a mais meses fora de cena, a mais pedaladas no ginásio, a mais falta de talento na equipa, a (cada vez) menos Sporting. Sobre o título ali em cima, há dúvidas?
terça-feira, 21 de setembro de 2010
(Sempre houve) boa música no português em que a gente se entende, e outra que podia ser mas nem por isso (ainda) é
B Fachada
Pá, tens ideias porreiras, mas ser ao mesmo tempo letrista, produtor, músico e cantor é fardo para poucos. Duvido que seja para ti. Nada de errado há nisso. Partilhas as tuas coisas com pessoas, elas dão-te opiniões, o resultado final enriquece. Olha à tua volta. É assim que se faz. E tu fazes tanta coisa!
Chegas a dormir?!
Esta aqui, por exemplo, do novo disco ‘Há festa na Moradia’, está tudo certo, gosto, gosto muito,
mas a canção-título, aqui em baixo, pá, tem algum jeito? ‘Ca ganda’ salganhada oh. Escreves bem e vejo potencial no tema, o conceito é bom, mas, pá, fala com as pessoas!, ouve umas coisas dos Animal Collective, informa-te sobre o corta e cola, integra no teu trabalho qualquer coisa não pensada por ti, larga o espelho!
Diabo na Cruz
Têm uma característica comum a muitas das minhas bandas preferidas: um som único, próprio, que os distingue. Como os klaxons. Os national. Os strokes. Mas aqui não há Londres nem Nova Iorque. Há festa tuga de aldeia, ovelhas, xailes coloridos e grandes bigodes sacudidos pelas guitarras da cidade. Todo um penico à beira mar plantado. Aqui casa-se portugalidade e pop-rock. Os Diabo na Cruz são, acho, quem melhor o faz. Sobretudo por isto: escrevem nas horas. Um controlo genial da métrica, letras com graça e seta cravada na virtude. A primeira amostra - 'Os loucos estão certos' - é genial, ouvi-a até à exaustão. Nos últimos tempos tenho ouvido em repeat a 'Dona Ligeirinha', outra delícia. Descobri hoje que tinha aqui por casa o disco de estreia ignorado no meio de outros. O 'Virou' ainda com o plástico por virar. Não me lembro como veio cá parar. Já desconfiava que o tinha. É a inércia, estúpido!
Oioai
"(...) e apareces tu, e a terra começa a tremer.." (wtf)
Aquela sensação desagradável, fora do nosso alcance - já está, ja foi, já a sentimos, é tarde demais, não há recuo possível - de já termos ouvido isto noutro lado, demasiadas vezes. Em melhor. Interpol à cabeça. Mas nem tudo está perdido. Antes já tinham feito isto aqui do andar de baixo. Bem melhor. Vale a pena dar algum tempo aos moços.
Anaquim
Na primeira amostra do primeiro disco, um caldeirão de influências 'vá para fora (mas faça) cá dentro', dizem "abaixo a chibaria!" e do eco tratamos nós - chibos à parte.
Pá, tens ideias porreiras, mas ser ao mesmo tempo letrista, produtor, músico e cantor é fardo para poucos. Duvido que seja para ti. Nada de errado há nisso. Partilhas as tuas coisas com pessoas, elas dão-te opiniões, o resultado final enriquece. Olha à tua volta. É assim que se faz. E tu fazes tanta coisa!Chegas a dormir?!
Esta aqui, por exemplo, do novo disco ‘Há festa na Moradia’, está tudo certo, gosto, gosto muito,
mas a canção-título, aqui em baixo, pá, tem algum jeito? ‘Ca ganda’ salganhada oh. Escreves bem e vejo potencial no tema, o conceito é bom, mas, pá, fala com as pessoas!, ouve umas coisas dos Animal Collective, informa-te sobre o corta e cola, integra no teu trabalho qualquer coisa não pensada por ti, larga o espelho!
Diabo na Cruz
Têm uma característica comum a muitas das minhas bandas preferidas: um som único, próprio, que os distingue. Como os klaxons. Os national. Os strokes. Mas aqui não há Londres nem Nova Iorque. Há festa tuga de aldeia, ovelhas, xailes coloridos e grandes bigodes sacudidos pelas guitarras da cidade. Todo um penico à beira mar plantado. Aqui casa-se portugalidade e pop-rock. Os Diabo na Cruz são, acho, quem melhor o faz. Sobretudo por isto: escrevem nas horas. Um controlo genial da métrica, letras com graça e seta cravada na virtude. A primeira amostra - 'Os loucos estão certos' - é genial, ouvi-a até à exaustão. Nos últimos tempos tenho ouvido em repeat a 'Dona Ligeirinha', outra delícia. Descobri hoje que tinha aqui por casa o disco de estreia ignorado no meio de outros. O 'Virou' ainda com o plástico por virar. Não me lembro como veio cá parar. Já desconfiava que o tinha. É a inércia, estúpido!
Oioai
"(...) e apareces tu, e a terra começa a tremer.." (wtf)
Aquela sensação desagradável, fora do nosso alcance - já está, ja foi, já a sentimos, é tarde demais, não há recuo possível - de já termos ouvido isto noutro lado, demasiadas vezes. Em melhor. Interpol à cabeça. Mas nem tudo está perdido. Antes já tinham feito isto aqui do andar de baixo. Bem melhor. Vale a pena dar algum tempo aos moços.
Anaquim
Na primeira amostra do primeiro disco, um caldeirão de influências 'vá para fora (mas faça) cá dentro', dizem "abaixo a chibaria!" e do eco tratamos nós - chibos à parte.
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