Sofremos com a vulgaridade dos tempos. Não há causas fixes pelas quais lutar. Até a guerra que tivemos foi fria. Uma seca. Aos jovens que por estes dias dominam as manifestações em França contra o governo liderado pelo marido da senhora bruni resta contestar desemprego e precariedade, temas chatos, e fazem-no porque fica bem, não que se trate de um problema que os atinja - a PS3 não escapa -, mas porque consta que a malta saiu ali à rua no Maio de 68 e um dia podem estes ser lembrados por fazer o mesmo. Só fica bem. E uns dias sem aulas é um espectáculo. Lembro-me bem disso.
Basta ver as expressões dos jovens nas fotografias que têm saído na imprensa internacional, as expressões dos estudantes preocupadíssimos com o aumento em dois anos da idade da reforma, as expressões e a postura dos jovens junto de carros tombados e a arder e de vidros partidos de lojas de malas e simpatias de espelho. Obviamente que não me refiro a quem verdadeiramente sofre na pele já de crocodilo com esta decisão do governo liderado pelo marido da senhora bruni, não me refiro a quem pensou e tornou possível a greve geral sem imaginar que a mesma se iria tornar numa janela de oportunidade para que animaizinhos sem jaula vandalizassem a ideia que lhe deu razão de ser. Mas os animaizinhos, esses, não me ganhavam nem com tortura de cebola junto aos olhos.
Entretanto...
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| 'deixamos tudo para trás, angela?' |


