quarta-feira, 14 de novembro de 2012

A Vingança

Juntas desde a infância
Brincavam com constância,
Viviam na mesma rua;

Eram mais os pedantes, 
Atrevidos, bem falantes,
Que à morena queriam nua;

Dizia a loira que a amava,
Mas no fundo invejava
Tanto ver ela sorrir;

Dela queria a alegria,
as formas, a sabedoria
E seu homem p'ra despir;

Certo dia tal dilema,
Transformou-se em problema:
A loira p'la madrugada...

Seduziu-lhe o parceiro,
Com preceito feiticeiro
E beijou-o, descarada.

Estranhamente, a morena,
Feita estrela de cinema,
Conservou a confiança;

Deixou arrastar o tempo,
Renovou o seu alento  
E preparou a vingança;

Tal e qual ela queria,
Ao raiar de um novo dia,
Num bar tudo aconteceu;

Afastou o parceiro,
Percorreu o bar inteiro,
Lambuzou quem entendeu.

E falando da amiga:
Morena, fera ferida,
Soube bem o que fazer;

P'ra casa levou atado,
Da loira, o ex-namorado,
E ganiram de prazer.

2 comentários:

Nádia disse...

LOlllll lindo, lindo, lindo poema!! No meio disto os homens (parecem?) são só 'pesos mortos' de um lado para o outro...

(parabéns poeta :)! )

Rui Coelho disse...

:)*